Consórcio Maior Empregabilidade

CME  2020 Apoios

Workshop Online Empregabilidade e Carreira

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A Forum Estudante e a Adecco, no âmbito do Consórcio Maior Empregabilidade realizaram um Workshop Online para os mais de 50 estudantes do 3º e 4º ano do curso Enfermagem, da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

Cristina Carita, da Forum Estudante/CME, apresentou as 7 soft skills mais importantes na área da saúde, reforçando a necessidade de preparação para a procura de emprego e para a aprendizagem ao longo da vida.

Ludovina Ferreira, da Adecco, partilhou as principais técnicas de procura de emprego: Carta, CV, Entrevista e Linked In.

Um agradecimento especial ao Dr Luis Ceia, administrador do SAS, pelas palavras de abertura. Às professoras Albertina Marques e Maria José Fonseca por terem motivado os estudantes. E à Dra Maria José Machado, do Gabinete de Apoio ao Aluno, pelo desafio lançado e pela forma como organizou toda a sessão.

CME e a Colaboração

Capa M2

Entre 7 de junho e 12 de julho de 2021, os membros do CME participaram no Programa de Formação da Academia de Liderança Colaborativa, com o módulo Fatores Críticos de Sucesso da Colaboração composto por 5 sessões: liderança, comunicação, participação, avaliação e confiança.

Modelo

Esta iniciativa foi promovida pela Forum Estudante em parceria com o IPAV, contou com mais de 30 participantes e teve como formador o Doutor Rui Marques.

De acordo com um dos participantes, a principal aprendizagem desta formação foi “a importância de cada uma das dimensões abordadas para o sentido de pertença e alinhamento nas instituições. O papel fundamental que cada um de nós tem para o cumprimento de cada uma das dimensões. Refletimos durante estes módulos naquilo que podemos fazer para ter organizações e pessoas felizes e realizadas e na importância que as lideranças assumem para a concretização de cada uma das dimensões que abordamos.”

Empregabilidade e Economia Social

Oradores 29jun2021

O Consórcio Maior Empregabilidade recebeu cinco convidados para ajudar os membros a refletir sobre o tema da Empregabilidade e Economia Social.

Catarina Marcelino, Vice-Presidente do Instituto da Segurança Social, referiu que o setor social tem como principal objetivo a resposta a cuidados com base no emprego especializado (qualificado ou não), com enfoque na área da saúde e ciências sociais. No entanto, existe necessidade de outros perfis: coordenação de serviços, trabalho comunitário com espaço de intervenção para outras ciências: Gestão, Antropologia, Direito, Sociologia, entre outras. Referiu ainda que a interdisciplinaridade nas intervenções são uma mais valia, congregando os diferentes saberes e encontrando soluções alternativas e inovadoras. Por outro lado, o PRR irá trazer uma excelente oportunidade para desenvolver novas respostas e equipamentos sociais, potenciando o emprego no setor social que, não tendo valores salariais elevados, é uma área de trabalho segura e muito valorizada com uma grande diversidade de intervenções.

Manuel de Lemos, Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, corroborou as ideias anteriores, referindo que se trata de uma economia solidária que congrega imensas áreas: história, arte, pintura, gado, hospitais,… Considera que a área da saúde é predominante (com 19 hospitais), mas que a gestão e equipas de juristas são fundamentais no setor social e que existe muito interesse em reforçar a relação com as IES no sentido de robustecer a qualificação e capacitação dos colaboradores. Concorda que os salários não são elevados, mas existe um sentimento de responsabilidade social para com os colaboradores e segurança já que os colaboradores pertencem às organizações durante muitos anos e não correm o perigo de serem deslocalizados para outras zonas, nomeadamente, outros países, como no caso corporativo, por exemplo.

José Macário Correia, membro da Direção da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) referiu que é necessário aumentar as qualificações para que se aumente a empregabilidade no setor, com mais de 5 mil organizações da economia solidária relacionadas com a infância, a deficiência, os idosos, a saúde, entre outros. A pandemia revelou a carência de recursos humanos nos lares, por exemplo, o que deve ser potenciado com novos recursos. Referiu ainda a predominância de uma mentalidade burocrática de funcionário público, quando é necessário ser proactivo e combativo, gerar riqueza aumentando o produto, motivando e sendo empresário. A importância da atitude é fundamental: das pessoas, das escolas, do Estado.

Eduardo Pedroso, Economista da CASES, apresentou um documento com informação que caracteriza o setor da economia social em Portugal: presença em todo o território, empregos duradouros (estáveis e seguros), com múltiplas atividades em diferentes setores, com contratos e horários fixos, inclusivo (pessoas com deficiência, mulheres em cargos de direção, pessoas estrangeiros), conciliação da vida profissional e pessoal, incentivo à autonomia, entre outros. 

Inês Sequeira, Diretora do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, colocou o foco da sua intervenção nos inovadores sociais e empreendedores, referindo a importância de se informarem e orientarem os jovens para as diversas alternativas, nomeadamente, trabalhar o propósito e colocar a economia social como uma área de trabalho com potencial. Os jovens estão preparados e motivados, mas sem saber para onde se direcionar. É preciso partilhar conteúdo, informação e comunicação atrativa para os jovens. Reforça a importância de estreitar parcerias e criar pontes entre as IES (e a sua oferta) e as organizações da economia social.

Uma reunião com várias questões, comentários e sugestões entre os convidados e oradores que permitiram identificar várias pistas de trabalho, nomeadamente no que diz respeito ao estreitar das relações entre as organizações da economia social e as instituições de ensino superior.

Webinar sobre Desafios da Empregabilidade Jovem

sobrinho teixeira e miguel cabrita

Cerca de 150 pessoas estiveram presentes no Webinar “Empregabilidade dos diplomados do Ensino Superior: Desafios em tempos de pós-pandemia” onde se debateu o tema sob diferentes perspetivas e olhares: o da tutela, o das instituições de ensino superior, o dos estudantes e o das organizações empregadoras.

 Os grandes desafios na perspetiva das políticas públicas

João Sobrinho Teixeira, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, reforçou a importância das qualificações para uma melhor preparação para o futuro, nomeadamente, em termos de empregabilidade, seja para os jovens à procura do primeiro emprego ou para pessoas em transição de carreira. A aprendizagem ao longo da vida é fundamental nos dias de hoje e as competências digitais assumiram uma preponderância que há alguns anos assumiam a capacidade de falar mais que um idioma e, ainda mais atrás, o saber ler e escrever.

Miguel Cabrita, Secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional, reforçou as palavras do colega e acrescentou a atualização de conhecimento logo à saída do ensino superior, da reskilling e upskilling constante para que o perfil seja empregável e ajustado às necessidades do mercado de trabalho.

 A perspetiva das Instituições de Ensino Superior

O CRUP, representado pelo seu vice-presidente, Paulo Ferreira, deu ênfase à necessidade de responder de forma eficiente e rápida à dinâmica acelerada que o mercado assumiu, com a criação de modelos mais ágeis com novas ferramentas de atualização e requalificação que permitam um desenvolvimento de competências sem a necessidade de um novo diploma ou grau académico (passaporte de competências com micro credenciação).

Pedro Dominguinhos, presidente do CCISP, referiu a importância da flexibilidade dos currículos, a uma maior diversificação da oferta formativa e o envolvimento de diversos agentes locais para fazer face à dinâmica do mercado e às necessidades dos diferentes territórios. A aposta numa abordagem diversificada, ou seja, customizada a cada perfil e área de formação, integrando e potenciando a relação com os alumni como embaixadores.

O diretor executivo da APESP, Miguel Copetto, reforçou a importância de se criar uma educação para o risco, preparando os jovens para a incerteza e complexidade, permitindo destacar a inovação, o empreendedorismo e a criação do próprio emprego, como uma abordagem preponderante para o futuro.

 Outros olhares sobre a empregabilidade

Na perspetiva dos estudantes, o presidente da FNAEESP, Tiago Diniz identificou vários desafios: acesso a computador e internet tornou-se uma necessidade básica de todos os estudantes, maior participação dos estudantes pelo que há necessidade de uma maior utilização de metodologias ativas de aprendizagem, capacitação do corpo docente em práticas pedagógicas online, entre outros, relacionados com a autonomia e independência dos jovens para a criação de um novo núcleo familiar.

Conceição Pereira, em representação do IPDJ, apresentou o programa Empreende Já, para capacitação de jovens NEET na criação de ideias inovadoras de empreendedorismo social, um projeto que existe desde 2016.

Da CASES, a vice-presidente, Carla Ventura, apresentou o setor da economia social como um setor de elevado potencial de empregabilidade, já que tem a tendência para se comportar em contra-ciclo em momentos de crise.

Vânia Borges, diretora de recursos humanos da Adecco Portugal, referiu o percurso que as empresas fizeram em termos da criação de protocolos profissionais de onborading, acompanhamento e supervisão de jovens colaboradores e estagiários nos últimos 18 meses. Por outro lado, revela que os jovens têm uma vantagem em termos de flexibilidade, disponibilidade e capacidade de adaptação para a aceleração do mercado. Deixa como repto final a importância da criação de parcerias entre empresas e IES no sentido de ajustar os currículos às necessidades das empresas com cursos que passem a ter uma forte componente prática.

Para o encerramento, António Leite, vice-presidente do IEFP apresentou duas ideias fortes: 1) as transições a que assistimos têm que ser para melhorar a qualidade de vida, logo, o objetivo é o de apoiar a criação de emprego, mas não custe o que custar, já que importa criar condições de acesso a empregos de qualidade; e 2) a democratização do acesso à educação tem uma componente de compromisso do Estado muito forte, mas não deixa de ser uma responsabilidade coletiva: a empregabilidade é de todos e de todas: IES, setor público e privado, empresas, tutela, economia social, entre outros.

Notícia Forum Estudante: https://forum.pt/empregos/quais-os-desafios-da-empregabilidade-de-jovens-diplomados-no-pos-pandemia

Saúde Mental e Empregabilidade

Fotos Oradores

O Consórcio Maior Empregabilidade reuniu para refletir a questão da saúde mental dos estudantes, em especial, na transição entre o ambiente académico e o ambiente laborar.

A Dra. Teresa Espassandim apresentou algumas características e consequências do mundo VUCA em que vivemos, agravadas pela pandemia, que têm um forte impacto nos momentos de transição de vida, ativando algumas vulnerabilidades pré-existentes. Em Portugal, o foco ainda tem sido na urgência e na remediação do que é visível e tratável, mas cada vez mais é necessário desenvolver o foco preventivo e promocional de bem estar e das competências socio-emocionais. A necessidade de segurança, sucesso e desenvolvimento de plano de vida são aspetos fundamentais para os jovens adultos e, neste momento, estão em stand by devido à imprevisibilidade dos próximos tempos.

A Profª Helena Marujo referiu a importância de existir a capacidade de pensar e sentir de forma harmoniosa e funcional como pré-requisito de saúde mental e de bem estar, reforçando a importância dos fatores de proteção que todos devemos ativar: realização, auto-estima, boas redes de apoio, boas relações sociais e familiares. E, em especial nos jovens, o acesso a experiências e atividades que levam a emoções positivas: experiências sociais, desenvolvimento pessoal e vida com propósito. Por isso, as intervenções proactivas e promocionais do bem estar psicológico são tão importantes, no sentido de restaurar e recuperar os pensamentos e sentimentos negativos.

A Dra. Carla Venâncio, partilhou diferentes exemplos de práticas que as empresas estão a adotar no que diz respeito à promoção e cuidado com a saúde mental e bem estar dos seus colaboradores, no âmbito das Great Place to Work. A principal preocupação das empresas com a pandemia foi o cuidar das pessoas, ouvir e criar uma cultura de confiança onde as pessoas se sentissem à vontade para partilhar problemas e estratégias para lidar com as emoções. Referiu a importância de ensinar/aprender a lidar com as crises, de existir uma continuidade e consistência das intervenções e, com o fim da pandemia, continuar atento aos impactos e consequências a longo prazo (a fadiga pandémica).

Uma sessão que demonstrou ainda mais a importância deste tema e o trabalho que as instituições de ensino superior, em particular os gabinetes de promoção de empregabilidade, podem desenvolver. Mais um tema para o Consócio promover e desenvolver com os seus membros.