Consórcio Maior Empregabilidade

CME  2020 Apoios

Empregabilidade e Economia Social

Oradores 29jun2021

O Consórcio Maior Empregabilidade recebeu cinco convidados para ajudar os membros a refletir sobre o tema da Empregabilidade e Economia Social.

Catarina Marcelino, Vice-Presidente do Instituto da Segurança Social, referiu que o setor social tem como principal objetivo a resposta a cuidados com base no emprego especializado (qualificado ou não), com enfoque na área da saúde e ciências sociais. No entanto, existe necessidade de outros perfis: coordenação de serviços, trabalho comunitário com espaço de intervenção para outras ciências: Gestão, Antropologia, Direito, Sociologia, entre outras. Referiu ainda que a interdisciplinaridade nas intervenções são uma mais valia, congregando os diferentes saberes e encontrando soluções alternativas e inovadoras. Por outro lado, o PRR irá trazer uma excelente oportunidade para desenvolver novas respostas e equipamentos sociais, potenciando o emprego no setor social que, não tendo valores salariais elevados, é uma área de trabalho segura e muito valorizada com uma grande diversidade de intervenções.

Manuel de Lemos, Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, corroborou as ideias anteriores, referindo que se trata de uma economia solidária que congrega imensas áreas: história, arte, pintura, gado, hospitais,… Considera que a área da saúde é predominante (com 19 hospitais), mas que a gestão e equipas de juristas são fundamentais no setor social e que existe muito interesse em reforçar a relação com as IES no sentido de robustecer a qualificação e capacitação dos colaboradores. Concorda que os salários não são elevados, mas existe um sentimento de responsabilidade social para com os colaboradores e segurança já que os colaboradores pertencem às organizações durante muitos anos e não correm o perigo de serem deslocalizados para outras zonas, nomeadamente, outros países, como no caso corporativo, por exemplo.

José Macário Correia, membro da Direção da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) referiu que é necessário aumentar as qualificações para que se aumente a empregabilidade no setor, com mais de 5 mil organizações da economia solidária relacionadas com a infância, a deficiência, os idosos, a saúde, entre outros. A pandemia revelou a carência de recursos humanos nos lares, por exemplo, o que deve ser potenciado com novos recursos. Referiu ainda a predominância de uma mentalidade burocrática de funcionário público, quando é necessário ser proactivo e combativo, gerar riqueza aumentando o produto, motivando e sendo empresário. A importância da atitude é fundamental: das pessoas, das escolas, do Estado.

Eduardo Pedroso, Economista da CASES, apresentou um documento com informação que caracteriza o setor da economia social em Portugal: presença em todo o território, empregos duradouros (estáveis e seguros), com múltiplas atividades em diferentes setores, com contratos e horários fixos, inclusivo (pessoas com deficiência, mulheres em cargos de direção, pessoas estrangeiros), conciliação da vida profissional e pessoal, incentivo à autonomia, entre outros. 

Inês Sequeira, Diretora do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, colocou o foco da sua intervenção nos inovadores sociais e empreendedores, referindo a importância de se informarem e orientarem os jovens para as diversas alternativas, nomeadamente, trabalhar o propósito e colocar a economia social como uma área de trabalho com potencial. Os jovens estão preparados e motivados, mas sem saber para onde se direcionar. É preciso partilhar conteúdo, informação e comunicação atrativa para os jovens. Reforça a importância de estreitar parcerias e criar pontes entre as IES (e a sua oferta) e as organizações da economia social.

Uma reunião com várias questões, comentários e sugestões entre os convidados e oradores que permitiram identificar várias pistas de trabalho, nomeadamente no que diz respeito ao estreitar das relações entre as organizações da economia social e as instituições de ensino superior.

Webinar sobre Desafios da Empregabilidade Jovem

sobrinho teixeira e miguel cabrita

Cerca de 150 pessoas estiveram presentes no Webinar “Empregabilidade dos diplomados do Ensino Superior: Desafios em tempos de pós-pandemia” onde se debateu o tema sob diferentes perspetivas e olhares: o da tutela, o das instituições de ensino superior, o dos estudantes e o das organizações empregadoras.

 Os grandes desafios na perspetiva das políticas públicas

João Sobrinho Teixeira, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, reforçou a importância das qualificações para uma melhor preparação para o futuro, nomeadamente, em termos de empregabilidade, seja para os jovens à procura do primeiro emprego ou para pessoas em transição de carreira. A aprendizagem ao longo da vida é fundamental nos dias de hoje e as competências digitais assumiram uma preponderância que há alguns anos assumiam a capacidade de falar mais que um idioma e, ainda mais atrás, o saber ler e escrever.

Miguel Cabrita, Secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional, reforçou as palavras do colega e acrescentou a atualização de conhecimento logo à saída do ensino superior, da reskilling e upskilling constante para que o perfil seja empregável e ajustado às necessidades do mercado de trabalho.

 A perspetiva das Instituições de Ensino Superior

O CRUP, representado pelo seu vice-presidente, Paulo Ferreira, deu ênfase à necessidade de responder de forma eficiente e rápida à dinâmica acelerada que o mercado assumiu, com a criação de modelos mais ágeis com novas ferramentas de atualização e requalificação que permitam um desenvolvimento de competências sem a necessidade de um novo diploma ou grau académico (passaporte de competências com micro credenciação).

Pedro Dominguinhos, presidente do CCISP, referiu a importância da flexibilidade dos currículos, a uma maior diversificação da oferta formativa e o envolvimento de diversos agentes locais para fazer face à dinâmica do mercado e às necessidades dos diferentes territórios. A aposta numa abordagem diversificada, ou seja, customizada a cada perfil e área de formação, integrando e potenciando a relação com os alumni como embaixadores.

O diretor executivo da APESP, Miguel Copetto, reforçou a importância de se criar uma educação para o risco, preparando os jovens para a incerteza e complexidade, permitindo destacar a inovação, o empreendedorismo e a criação do próprio emprego, como uma abordagem preponderante para o futuro.

 Outros olhares sobre a empregabilidade

Na perspetiva dos estudantes, o presidente da FNAEESP, Tiago Diniz identificou vários desafios: acesso a computador e internet tornou-se uma necessidade básica de todos os estudantes, maior participação dos estudantes pelo que há necessidade de uma maior utilização de metodologias ativas de aprendizagem, capacitação do corpo docente em práticas pedagógicas online, entre outros, relacionados com a autonomia e independência dos jovens para a criação de um novo núcleo familiar.

Conceição Pereira, em representação do IPDJ, apresentou o programa Empreende Já, para capacitação de jovens NEET na criação de ideias inovadoras de empreendedorismo social, um projeto que existe desde 2016.

Da CASES, a vice-presidente, Carla Ventura, apresentou o setor da economia social como um setor de elevado potencial de empregabilidade, já que tem a tendência para se comportar em contra-ciclo em momentos de crise.

Vânia Borges, diretora de recursos humanos da Adecco Portugal, referiu o percurso que as empresas fizeram em termos da criação de protocolos profissionais de onborading, acompanhamento e supervisão de jovens colaboradores e estagiários nos últimos 18 meses. Por outro lado, revela que os jovens têm uma vantagem em termos de flexibilidade, disponibilidade e capacidade de adaptação para a aceleração do mercado. Deixa como repto final a importância da criação de parcerias entre empresas e IES no sentido de ajustar os currículos às necessidades das empresas com cursos que passem a ter uma forte componente prática.

Para o encerramento, António Leite, vice-presidente do IEFP apresentou duas ideias fortes: 1) as transições a que assistimos têm que ser para melhorar a qualidade de vida, logo, o objetivo é o de apoiar a criação de emprego, mas não custe o que custar, já que importa criar condições de acesso a empregos de qualidade; e 2) a democratização do acesso à educação tem uma componente de compromisso do Estado muito forte, mas não deixa de ser uma responsabilidade coletiva: a empregabilidade é de todos e de todas: IES, setor público e privado, empresas, tutela, economia social, entre outros.

Notícia Forum Estudante: https://forum.pt/empregos/quais-os-desafios-da-empregabilidade-de-jovens-diplomados-no-pos-pandemia

Saúde Mental e Empregabilidade

Fotos Oradores

O Consórcio Maior Empregabilidade reuniu para refletir a questão da saúde mental dos estudantes, em especial, na transição entre o ambiente académico e o ambiente laborar.

A Dra. Teresa Espassandim apresentou algumas características e consequências do mundo VUCA em que vivemos, agravadas pela pandemia, que têm um forte impacto nos momentos de transição de vida, ativando algumas vulnerabilidades pré-existentes. Em Portugal, o foco ainda tem sido na urgência e na remediação do que é visível e tratável, mas cada vez mais é necessário desenvolver o foco preventivo e promocional de bem estar e das competências socio-emocionais. A necessidade de segurança, sucesso e desenvolvimento de plano de vida são aspetos fundamentais para os jovens adultos e, neste momento, estão em stand by devido à imprevisibilidade dos próximos tempos.

A Profª Helena Marujo referiu a importância de existir a capacidade de pensar e sentir de forma harmoniosa e funcional como pré-requisito de saúde mental e de bem estar, reforçando a importância dos fatores de proteção que todos devemos ativar: realização, auto-estima, boas redes de apoio, boas relações sociais e familiares. E, em especial nos jovens, o acesso a experiências e atividades que levam a emoções positivas: experiências sociais, desenvolvimento pessoal e vida com propósito. Por isso, as intervenções proactivas e promocionais do bem estar psicológico são tão importantes, no sentido de restaurar e recuperar os pensamentos e sentimentos negativos.

A Dra. Carla Venâncio, partilhou diferentes exemplos de práticas que as empresas estão a adotar no que diz respeito à promoção e cuidado com a saúde mental e bem estar dos seus colaboradores, no âmbito das Great Place to Work. A principal preocupação das empresas com a pandemia foi o cuidar das pessoas, ouvir e criar uma cultura de confiança onde as pessoas se sentissem à vontade para partilhar problemas e estratégias para lidar com as emoções. Referiu a importância de ensinar/aprender a lidar com as crises, de existir uma continuidade e consistência das intervenções e, com o fim da pandemia, continuar atento aos impactos e consequências a longo prazo (a fadiga pandémica).

Uma sessão que demonstrou ainda mais a importância deste tema e o trabalho que as instituições de ensino superior, em particular os gabinetes de promoção de empregabilidade, podem desenvolver. Mais um tema para o Consócio promover e desenvolver com os seus membros.

Pedro Caramez no Consórcio Maior Empregabilidade

Foto Post

O Consórcio Maior Empregabilidade tem como uma das suas atividades principais para 2021, a capacitação dos colaboradores dos gabinetes de promoção de empregabilidade. Aliás, um dos eixos estratégicos do Livro Verde sobre Promoção de Empregabilidade de Diplomados de Ensino Superior.

Assim, promoveu a Formação em Linked In - Gestão de Páginas Institucionais com Pedro Caramez.

Durante duas sessões trabalhámos os tipos e propósitosde de utilização das páginas institucionais, as configurações, os formatos de conteúdo, explorámos a gestão de páginas, grupos, comentários, entre tantos temas com sugestões prática e úteis para uma utilização proficiente da ferramenta Linked In em proveito de cada instituição de ensino superior.

Obrigada Pedro pelo entusiasmo e partilha de conhecimento.

 

Webinar sobre Estágios Profissionais

Estagios Profissionais Square

A Forum Estudante, no âmbito do Consórcio Maior Empregabilidade, e em parceria com o Grupo Adecco, promoveu o Webinar sobre “Estágios Profissionais: porta aberta para o mercado de trabalho?” com quase 300 participantes de várias instituições de ensino superior.

Fátima Costa (Diretora de Outsorcing da Adecco Portugal) referiu quais as principais competências valorizadas: ambição e coragem, empatia e comunicação, pensamento crítico e resolução de desafios, resiliência e capacidade de relacionamento. E refere “escolham bem a empresa e o líder com quem vão trabalhar, porque isso faz toda a diferença na vossa carreira”.

Sara Lopes da Silva (Talent Acquisition & HR Business Partner da L’Oréal Portugal) acrescentou a importância de cinco competências no recrutamento na L’Oréal: a ambição (querer ser melhor todos os dias em equipa), resiliência, bom senso, empatia e learning agility. E deixa como conselho: “durante o estágio, fixem-se no que podem controlar e em deixar a vossa marca. Se não houver continuidade depois do estágio, mas tiverem feito um excelente trabalho, pode haver uma oportunidade mais tarde porque as pessoas vão-se lembrar de vocês. O mais importante num estágio é aprender e ter uma boa experiência”.

Carolina Santos (HR Business Partner da Adecco Portugal) referiu a importância das soft skills e de como os candidatos as devem demonstrar durante o processo de recrutamento (mesmo em ambiente online), na forma como respondem às questões, mas também como se envolvem nas dinâmicas de assessment propostas. É desta forma que se diferenciam e “selecionar 19 pessoas em 2.500 candidatos é muito complicado, por isso têm que se destacar para que sejam notados”.

Sara Sustelo Santos e Bernardo Marçal apresentaram o seu testemunho enquanto estagiários no programa CEO for one month referindo a importância do acompanhamento de um líder em todas as suas atividades, sejam elas reuniões internas ou externas, como se gerem pessoas e se tomam decisões. Recordam como foi uma experiência gratificante, onde aprenderam muito sobre a gestão das empresas, os diferentes departamentos de uma empresa, o dia a dia de um líder, para além dos desafios semanais propostos e da interação com os estagiários dos restantes países que também têm este programa.

O Programa CEO for one month tem inscrição abertas até 16 abril 2021 e os estágios vão decorrer em junho e julho deste ano. Não percam a oportunidade. Inscrevam-se em https://www.adeccogroup.com/ceoforonemonth/quick-apply/