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Webinar sobre Desafios da Empregabilidade Jovem

sobrinho teixeira e miguel cabrita

Cerca de 150 pessoas estiveram presentes no Webinar “Empregabilidade dos diplomados do Ensino Superior: Desafios em tempos de pós-pandemia” onde se debateu o tema sob diferentes perspetivas e olhares: o da tutela, o das instituições de ensino superior, o dos estudantes e o das organizações empregadoras.

 Os grandes desafios na perspetiva das políticas públicas

João Sobrinho Teixeira, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, reforçou a importância das qualificações para uma melhor preparação para o futuro, nomeadamente, em termos de empregabilidade, seja para os jovens à procura do primeiro emprego ou para pessoas em transição de carreira. A aprendizagem ao longo da vida é fundamental nos dias de hoje e as competências digitais assumiram uma preponderância que há alguns anos assumiam a capacidade de falar mais que um idioma e, ainda mais atrás, o saber ler e escrever.

Miguel Cabrita, Secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional, reforçou as palavras do colega e acrescentou a atualização de conhecimento logo à saída do ensino superior, da reskilling e upskilling constante para que o perfil seja empregável e ajustado às necessidades do mercado de trabalho.

 A perspetiva das Instituições de Ensino Superior

O CRUP, representado pelo seu vice-presidente, Paulo Ferreira, deu ênfase à necessidade de responder de forma eficiente e rápida à dinâmica acelerada que o mercado assumiu, com a criação de modelos mais ágeis com novas ferramentas de atualização e requalificação que permitam um desenvolvimento de competências sem a necessidade de um novo diploma ou grau académico (passaporte de competências com micro credenciação).

Pedro Dominguinhos, presidente do CCISP, referiu a importância da flexibilidade dos currículos, a uma maior diversificação da oferta formativa e o envolvimento de diversos agentes locais para fazer face à dinâmica do mercado e às necessidades dos diferentes territórios. A aposta numa abordagem diversificada, ou seja, customizada a cada perfil e área de formação, integrando e potenciando a relação com os alumni como embaixadores.

O diretor executivo da APESP, Miguel Copetto, reforçou a importância de se criar uma educação para o risco, preparando os jovens para a incerteza e complexidade, permitindo destacar a inovação, o empreendedorismo e a criação do próprio emprego, como uma abordagem preponderante para o futuro.

 Outros olhares sobre a empregabilidade

Na perspetiva dos estudantes, o presidente da FNAEESP, Tiago Diniz identificou vários desafios: acesso a computador e internet tornou-se uma necessidade básica de todos os estudantes, maior participação dos estudantes pelo que há necessidade de uma maior utilização de metodologias ativas de aprendizagem, capacitação do corpo docente em práticas pedagógicas online, entre outros, relacionados com a autonomia e independência dos jovens para a criação de um novo núcleo familiar.

Conceição Pereira, em representação do IPDJ, apresentou o programa Empreende Já, para capacitação de jovens NEET na criação de ideias inovadoras de empreendedorismo social, um projeto que existe desde 2016.

Da CASES, a vice-presidente, Carla Ventura, apresentou o setor da economia social como um setor de elevado potencial de empregabilidade, já que tem a tendência para se comportar em contra-ciclo em momentos de crise.

Vânia Borges, diretora de recursos humanos da Adecco Portugal, referiu o percurso que as empresas fizeram em termos da criação de protocolos profissionais de onborading, acompanhamento e supervisão de jovens colaboradores e estagiários nos últimos 18 meses. Por outro lado, revela que os jovens têm uma vantagem em termos de flexibilidade, disponibilidade e capacidade de adaptação para a aceleração do mercado. Deixa como repto final a importância da criação de parcerias entre empresas e IES no sentido de ajustar os currículos às necessidades das empresas com cursos que passem a ter uma forte componente prática.

Para o encerramento, António Leite, vice-presidente do IEFP apresentou duas ideias fortes: 1) as transições a que assistimos têm que ser para melhorar a qualidade de vida, logo, o objetivo é o de apoiar a criação de emprego, mas não custe o que custar, já que importa criar condições de acesso a empregos de qualidade; e 2) a democratização do acesso à educação tem uma componente de compromisso do Estado muito forte, mas não deixa de ser uma responsabilidade coletiva: a empregabilidade é de todos e de todas: IES, setor público e privado, empresas, tutela, economia social, entre outros.

Notícia Forum Estudante: https://forum.pt/empregos/quais-os-desafios-da-empregabilidade-de-jovens-diplomados-no-pos-pandemia